OAB INICIA PROCESSO DE SUSPENSÃO DE PROCURADOR QUE AGREDIU COLEGA DE TRABALHO EM SÃO PAULO

Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, pode ficar impossibilitado de exercer o cargo de procurador, além de ser excluído dos quadros da instituição.

O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, flagrado agredindo uma colega de trabalho, a procuradora-geral do município de Registro, no interior de São Paulo, Gabriela Sabadello Monteiro de Barros, de 39 anos, pode ser excluído dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB instaurou um “ofício de representação” contra o acusado.

Em nota, o Conselho Federal do órgão afirma que Demétrius pode ser punido “até mesmo com a penalidade de exclusão dos quadros da OAB e impossibilidade de advogar e de exercer o cargo de procurador”.

“Diante do ato de violência” o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP Guilherme Magri informou, em nota, que foi determinada a “instauração de ofício de representação contra o acusado” e que, ainda, determinou-se que “se proceda aos trâmites processuais necessários à suspensão preventiva do acusado”.

Já em texto do Conselho Federal, o Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB e a OAB/SP receberam “com indignação e preocupação a notícia de que a procuradora-Geral do município de Registro, em São Paulo, foi brutalmente agredida em seu ambiente de trabalho, por um colega, em decorrência de sua atuação profissional”.

“Essa agressão mostra que, mesmo quando superam diversas barreiras, as mulheres ainda ficam à mercê de violências em decorrência da própria atuação profissional”, segue a nota.

Além da apuração sobre a conduta de Macedo, a OAB acompanhará, por meio das comissões da Mulher Advogada do Conselho Federal e da seccional paulista, o caso na Justiça.

O vídeo que mostra Gabriela sendo brutalmente espancada por Macedo causou indignação. A mulher aparece acuada, sem conseguir se defender, enquanto ele a agride. As imagens, que circularam nas redes sociais, foram registradas por uma colega de trabalho da procuradora-geral.

Macedo foi encaminhado para o 1º Distrito Policial de Registro e alegou que a agressão foi cometida por sofrer assédio moral no trabalho. Ele foi liberado. Em nora, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que “o caso foi registrado como lesão corporal e é investigado pela DDM de Registro. A equipe da unidade já ouviu a vítima e o agressor e aguarda o resultado dos exames periciais para análises e elucidação dos fatos. Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial”.

Fonte: mais Goiás

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